O lançamento de “Ghost of Yotei” chegou ao mercado com a difícil tarefa de superar as expectativas geradas por seu predecessor, “Ghost of Tsushima”. Este último, amplamente aclamado pela crítica e pelos fãs, é frequentemente citado como um dos melhores jogos de samurai já criados, destacando-se por seu sistema de combate, as diversas posturas de luta e as opções de personalização estética. Contudo, com “Ghost of Yotei” já disponível, a percepção geral é de que o novo título conseguiu transcender seu antecessor em diversos aspectos. (via: thegamer)
O jogo apresenta melhorias visuais notáveis e um sistema de combate renovado que adiciona frescor à experiência. No entanto, o que verdadeiramente distingue “Ghost of Yotei” é o intenso trabalho da equipe de desenvolvimento dedicado ao seu mundo aberto. Uma das raras críticas a “Ghost of Tsushima” apontava que seus objetivos secundários podiam soar como tarefas repetitivas. Em contrapartida, o mundo aberto de “Ghost of Yotei” foi projetado para ser intrinsecamente prazeroso de explorar, oferecendo recompensas significativas ao final de cada descoberta.
A abordagem dos desenvolvedores em relação à liberdade do jogador é um pilar central desta nova experiência. Em entrevista ao GamesRadar, Jason Connell, diretor criativo de “Ghost of Yotei”, afirmou que a equipe não se preocupa com a forma como os jogadores abordam o jogo, contanto que estejam se divertindo. Seja priorizando a narrativa principal ou optando por completar cada atividade secundária antes de avançar na história, ambas as abordagens são igualmente válidas e incentivadas. “Se eles não quiserem fazer algo, nós simplesmente pensamos: ‘Ok, é sua escolha'”, explicou Connell. “Enquanto eles estiverem se divertindo, não nos importamos muito.” Ele acrescentou que, embora existam “ganchos” sutis para guiar o jogador de volta à trama principal ou oferecer novas armas, é totalmente possível ignorá-los.
Connell detalhou ainda a filosofia por trás do design do jogo, enfatizando a concessão de uma liberdade sem precedentes aos jogadores. “Nossa filosofia para este jogo foi permitir que o jogador tivesse mais liberdade do que em qualquer jogo que já fizemos”, disse o diretor criativo. Contudo, implementar um sistema com tamanha flexibilidade representou um desafio complexo para a equipe de desenvolvimento. Ele descreveu o processo como intrincado, com um modelo de ritmo ligeiramente distinto para cada tipo de jogador.
O ritmo narrativo, segundo Connell, é mais fácil de ser compreendido e, portanto, mais direto em sua execução. Já o ritmo do mundo aberto se mostrou consideravelmente mais desafiador. “Fazemos todos esses pequenos truques para que funcione para nós”, revelou, sem detalhar as técnicas específicas. Essas “pequenas técnicas” e a priorização da liberdade do jogador são apontadas como razões fundamentais para o sucesso de “Ghost of Yotei”, que já está superando seu antecessor em termos de avaliações da crítica e o apreço da comunidade de fãs. A aposta em um mundo aberto que verdadeiramente recompensa a exploração e uma jogabilidade que se adapta ao estilo de cada indivíduo parece ter sido a chave para seu destaque no cenário dos jogos eletrônicos.




