Rebecka Coutaz assumiu a direção da DICE em novembro de 2021, duas semanas após o lançamento de Battlefield 2042. Segundo Coutaz, assumir o cargo em meio à recepção negativa do jogo foi um dos maiores desafios de sua carreira, mas também uma experiência gratificante. O lançamento de Battlefield 2042 foi marcado pelas piores avaliações da história da franquia, refletindo a insatisfação dos jogadores. Em dois meses, o número de jogadores caiu abaixo do Battlefield V, lançado três anos antes. Coutaz reconhece o período difícil, afirmando a dívida com a comunidade e as equipes de desenvolvimento, desapontadas com o resultado de 2042. (via: gamesradar)
Após sete temporadas de DLC e ajustes, o jogo se encontra em um estado consideravelmente melhor, segundo a executiva, com um número significativo de jogadores ativos e uma melhora na avaliação do Steam. A recuperação da reputação de 2042 foi eclipsada pelos planos para o futuro da franquia. Coutaz menciona a chegada de Vince Zampella e Byron Beede à liderança do projeto semanas após o lançamento de 2042, indicando um investimento massivo da EA no novo Battlefield. Um relatório da Ars Technica apontou um orçamento superior a US$ 400 milhões, um valor que o colocaria entre as produções de jogos mais caras da história. Coutaz confirmou a participação de quatro estúdios no desenvolvimento: DICE, Ripple Effect Studios, Criterion e Motive.
A estrutura de desenvolvimento assemelha-se a um sistema de co-desenvolvimento, segundo Coutaz, com os estúdios trabalhando em conjunto em diferentes aspectos do BF6, incluindo o modo multiplayer (o único detalhado pela EA), ferramentas expandidas de criação de conteúdo (Portal), campanha singleplayer e um modo battle royale. A visão dos novos líderes, Zampella e Beede, parece focar em um retorno às raízes da franquia, corrigindo os erros de 2042. Christian Grass, VP e gerente geral da Ripple Effect, explica a decisão de retornar ao cenário moderno para BF6 após experiências com períodos históricos e futuristas. A escolha considera a popularidade de jogos militares contemporâneos, citando a influência de títulos como Call of Duty: Modern Warfare.
Apesar do espetáculo visual, o sistema de destruição em BF6 prioriza a funcionalidade dentro do gameplay, diferentemente da abordagem de “Levolution” de BF4. O foco está em uma destruição “tática”, permitindo ações estratégicas como flanquear inimigos pela destruição de construções. Há um retorno ao sistema de classes mais tradicional, abandonando os “especialistas” de 2042, e o número máximo de jogadores por partida volta a ser 64. O desenvolvimento do BF6 contou com testes extensivos via BF Labs, um programa de testes contínuo com jogadores, permitindo ajustes regulares com base no feedback da comunidade. A fase beta aberta quebrou recordes na plataforma Steam, atingindo um pico de 521.000 jogadores simultâneos. A equipe da EA reconhece a importância do feedback recebido, afirmando que, apesar do sucesso da beta, o trabalho continua.



