Em julho de 2025, a Sony entrou com uma ação judicial contra a Tencent, alegando que o jogo Light of Motiram, da Tencent, apresentava semelhanças excessivas com a série Horizon. A ação se soma a outra, movida pela Nintendo contra a Pocketpair, desenvolvedora de Palworld, por suposta violação de direitos autorais da franquia Pokémon, inclusive de uma patente sobre a mecânica de captura e batalha de monstros. (via: dualshockers)

A descrição oficial de Light of Motiram, divulgada no Steam, destaca a necessidade de usar o ambiente para sobreviver e enfrentar chefes poderosos em um cenário repleto de perigos. Já a descrição de Horizon: Zero Dawn, também no Steam, apresenta um futuro distante onde máquinas colossais vagam pela Terra, e a humanidade sobrevive em tribos, entre ruínas de uma civilização perdida.

A Sony argumenta que Light of Motiram utiliza o conceito de combates contra grandes chefes mecânicos em um cenário pós-apocalíptico, semelhante a Horizon. A Tencent rebateu a ação, classificando-a como “surpreendente” e um “exagero”, alegando que a Sony busca monopolizar um gênero bem estabelecido. A Tencent afirma que a Sony tenta transformar “elementos genéricos e difundidos na cultura popular em ativos proprietários”, não protegendo sua propriedade intelectual, mas sim tentando dominar um nicho de mercado. A empresa cita a existência prévia de jogos e filmes com temáticas similares, como a série Fallout e o filme “Robot Jox” (1990), para contestar a alegação de originalidade da Sony. A Tencent também menciona que, internamente, a própria Sony questionou a originalidade de Horizon Zero Dawn durante sua concepção, comparando-o a Enslaved: Odyssey to the West. Um comentário atribuído ao diretor de arte de Horizon Zero Dawn, Jan-Bart Van Beek, reforça essa afirmação.



