O período de testes beta de Call of Duty: Black Ops 7 teve início para jogadores com acesso antecipado, e um problema recorrente nos títulos da franquia já se manifesta de forma generalizada: a presença massiva de trapaceiros. O lançamento da fase beta, que inicialmente prometia ser uma experiência de mergulho para a comunidade ansiosa, rapidamente se transformou em um campo de batalha para os sistemas anti-cheat da Activision, com relatos de jogadores utilizando softwares ilegais surgindo poucas horas após o início. (via: gamesradar)
Atualmente, a fase beta está disponível para os fãs que realizaram a pré-compra do aguardado jogo de tiro em primeira pessoa. A partir deste domingo, a versão de testes será expandida para uma beta aberta a todos os interessados. Os jogadores terão acesso à mais recente iteração de Call of Duty por alguns dias, até que o período de testes seja encerrado na próxima semana. Contudo, a experiência tem sido marcada por uma série de contratempos para a comunidade ávida. Mesmo com a integração de recursos de segurança robustos, como o Black Ops 7 Secure Boot e o renomado sistema Ricochet Anti-Cheat, a proliferação de trapaceiros no jogo tem sido notável.
A frustração da comunidade tem se manifestado em diversos fóruns online, onde jogadores compartilham suas experiências e evidências da presença de cheaters em Black Ops 7. Entre as vozes que se levantaram está a do conhecido streamer Stodeh, que recorreu às redes sociais para expressar seu choque e indignação. “Isto não pode estar acontecendo em Black Ops 7 JÁ”, exclamou o criador de conteúdo em uma nova publicação, anexando um clipe que, segundo ele, demonstrava as ações de um trapaceiro. Em uma interação no chat do jogo, o streamer questionou: “Irmão, este cara está trapaceando na terceira hora de beta, risos?”. Em resposta, desenvolvedores confirmaram nos comentários que o jogador suspeito havia sido “banido”.
No entanto, Stodeh não foi o único jogador a supostamente encontrar trapaceiros no novo Call of Duty: Black Ops. “Primeira partida no beta, e alguém já está trapaceando”, escreveu outro fã em uma thread separada, acompanhando a mensagem com um vídeo que exibia mortes consideradas injustas, com outros fãs marcando os desenvolvedores nas respostas. Em outro momento, um clipe viral que circulou amplamente na internet mostrou o que pareciam ser “wall hacks” — cheats que permitem ao jogador ver através de paredes, tornando a mira assistida algo trivial — sendo abusados por um jogador que eliminava adversários de forma implacável. Em uma publicação datada de 2 de outubro de 2025, um usuário também destacou: “Rage Hackers já na beta de BO7 😂 Secure Boot indo à loucura!!!!!”.
A reação da comunidade tem sido majoritariamente de desilusão e crítica. Um fã chegou a comentar que este é “o verdadeiro motivo pelo qual CoD está em declínio”, refletindo um sentimento de cansaço com a persistência de problemas de segurança. Outro, em tom de ironia, brincou que o software Ricochet Anti-Cheat estaria “de férias”, sugerindo sua ineficácia diante da situação. Em suma, fica evidente que a comunidade de jogadores não está satisfeita em ver a trapaça se tornar um problema tão rapidamente, literalmente poucas horas após o início do período beta de Black Ops 7. Este descontentamento é amplificado pelo fato de que os desenvolvedores haviam aparentemente prometido, em ocasiões anteriores, uma experiência mais segura no novo Call of Duty do que nunca. Em meio à frustração, alguns fãs, em tom de desabafo ou brincadeira, mencionaram que sempre há alternativas, como o aguardado “Battlefield 6”.
A situação inicial do beta de Call of Duty: Black Ops 7 levanta questionamentos importantes sobre a eficácia dos sistemas anti-cheat e o impacto na confiança dos jogadores, mesmo antes do lançamento oficial do título completo. A capacidade dos desenvolvedores de conter essa onda de trapaças nos próximos dias e antes do lançamento será crucial para a percepção da comunidade sobre a integridade do jogo.



