The Last of Us da HBO terá origem do “Cordyceps” com o máximo de ciência possível

Fãs estão expectativa para a estreia de The Last of Us, domingo, 15 de janeiro na HBO Max, e nessa semana, elenco e criadores deram mais detalhes sobre a produção e assuntos que a trama da série irá abordar.

Em um vídeo dos bastidores, há uma cena em que homens discutem as diferenças entre vírus e fungos. Imagens são ambientadas em um programa de TV antigo.

Em entrevista ao Collider, os criadores do show, Neil Druckmann e Craig Mazin, falaram sobre como irão mostrar a origem do fungo Cordyceps.

Mazin, criador do grande sucesso, Chernobyl (também da HBO), falou que eles queriam levar o máximo de ciência para a série, o que é algo muito interessante, já que se você assistiu a série do desastre nuclear, pode ver que ele gosta bastante de explorar o realismo nesse aspecto.

Bem, queríamos basear esse show no máximo de ciência possível. O jogo funcionou muito bem, especialmente para um gênero em que seria fácil dizer: “Ah, existem zumbis, mas os zumbis saem do chão”. Cordyceps é um conceito fascinante e é absolutamente real. Queríamos levar isso um pouco mais longe. Queríamos nos dar o máximo de realidade possível, porque quanto mais real, mais nos conectamos com os personagens que estão naquele espaço brincando.

O COVID-19 foi um dos grandes responsáveis atuais pela população estar mais ciente dos riscos e causas de infecções. Isso pode trazer uma nova visão criativa para a indústria de filmes, séries e jogos, principalmente quando o assunto é exatamente sobre pandemias, já que sendo um tema atual, poder abordar esse assunto com espectadores que passaram por um medo real em larga escala, tornam as coisas mais próximas, dependendo da forma em que a mídia traz a perspectiva.

Mazin falou sobre o tema e disse que eles não têm a intenção de simplesmente fingir que o público não sabe das coisas. Ele também confirmou que aquela cena que vimos, é realmente dos anos 60 e que ela estará presente no começo da série.

Também foi importante para nós reconhecermos que o público está mais esperto sobre as pandemias do que há cinco anos. Não queremos fingir que eles não sabem das coisas. E, de fato, muito do motivo pelo qual esse programa começa do jeito que começa, com aquela cena nos anos 60, é para dizer: “Olha, o contexto é que existem pandemias virais e elas são bastante perigosas, mas há algo fora do comum. Aí é pior. E pode parecer engraçado para você, mas deixe-me explicar o porquê.” E então, você começa a perceber: “Oh, isso não é bom”. E também, tem estado lá o tempo todo. Então, quando o surto acontece, não está acontecendo de repente ou por capricho. Finalmente está acontecendo. Sempre ia acontecer. Acontece que estamos lá hoje para ver.

Uma nova visão para o fungo

Assunto que trouxe certa polêmica nos últimos dias, foi a decisão dos produtores de retirar os famosos esporos da série, que no game, eram responsáveis por causar infecção via aérea, e por isso víamos os personagens usarem máscaras de gás para entrarem em zonas onde havia concentração deles. De acordo com Mazin, essa decisão foi tomada para que as coisas se encaixassem mais com a produção e para, também, que o foco em Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) fosse o maior possível (toda e qualquer mudança foi feita totalmente em coordenação com Druckmann).

Eu direi que há um personagem do jogo que tem um ponto de vista muito interessante sobre o fungo e sua observação de Cordyceps que se relaciona com alguns dos temas mais amplos sobre o que é o programa e, estranhamente, que se relaciona com a noção da beleza e perigo potencial do amor. E então, parte do que Neil [Druckmann] e eu queríamos fazer era apenas garantir que tudo em nossa história que construímos aqui, como foi inspirado e adaptado do trabalho que ele fez no jogo, acabe voltando para o que mais importa para nós, o relacionamento de Joel e Ellie.

Desde o início, os produtores já haviam tomado a decisão de não colocar os esporos na série, e sim explorar ainda mais as características do fungo e tornar as coisas mais realistas e assustadoras.

Queríamos evitar fazer um show de zumbis. Temos os Clickers, que ajudam a nos separar, aterrando-os de uma maneira. Mas também são seres tão interessantes e estranhos que usam a ecolocalização para se orientar. Mas com os infectados mais recentemente, conversamos muito sobre como esse vetor poderia ser porque há certas coisas do jogo que tiramos. O jogo tinha esporos no ar e as pessoas tinham que usar máscaras de gás, e decidimos, desde o início, que não queríamos fazer isso para o show. Eventualmente, essas conversas nos levaram a esses “tentáculos”. E aí, só de pensar como tem uma passagem que acontece de um infectado para outro, e como o fungo faz, pode virar uma rede que está interligada. Tornou-se muito assustador pensar que eles estão todos trabalhando contra nós dessa forma unificada, que foi um conceito que eu realmente gostei, que foi desenvolvido na série.

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