Como God of War Ragnarok está sendo visto pela crítica?

Com o lançamento próximo do desfecho da jornada nórdica de Kratos e Atreus, o embargo para as análises caiu nesta quinta-feira (03), e o que será que estão falando do game?

Uma história poderosa

Como esperado, um dos grandes destaques fica por sua narrativa, com o jogo trazendo uma história comovente e poderosa. God of War Ragnarok tem história ambientada alguns anos após os acontecimentos do primeiro jogo, em que desencadearam os eventos que teremos neste próximo. E agora, Kratos e Atreus tem muitos conflitos em seu relacionamento, apesar de não serem mais uns estranhos como era no jogo de 2018.

Atreus ainda está pensando muito na profecia vista no jogo anterior, fazendo com que ele queira saber mais sobre ele mesmo e também impedir o Ragnarok. Mas sabemos que quanto mais se tenta evitar uma profecia, mais você está trilhando ela.

Como em 2018, God of War Ragnarok, também traz temas humanizados, como lealdade, sacrifícios, vingança, e muito mais. Como falamos aqui em outras ocasiões, o novo jogo terá momentos épicos, que inclusive o time de desenvolvedores da Santa Monica, havia falado que os games anteriores, foram uma inspiração para esse. A história, que já começa frenética, leva a gente em uma perseguição, como o pontapé inicial da trama.


Kratos vai continuar evoluindo em seu desenvolvimento durante a jornada, e ainda mais em seu papel como pai, e ele tem muito o que aprender com Atreus. Agora a relação dos dois é muito mais poderosa, e Kratos está disposto a fazer tudo pelo seu filho.

Como o jogo tem o aspecto humanizado, nem sempre tudo é o que parece, e até mesmo Thor tem seu lado na história, tendo similaridades com Kratos com um passado terrível e, ao mesmo tempo, um lado mais família. O personagem Odin, também nos dará essas incertezas sobre se as histórias sobre ele, estão realmente certas.

Com história mais reveladora que do jogo anterior, Ragnarok é cheio de emoções e com reviravoltas, contendo também flashbacks de Kratos e sua esposa Faye, que faleceu, e desencadeia os acontecimentos do jogo de 2018.

Combate

Todo mundo quer saber se o combate terá muitas diferenças em relação a God of War 2018. Nós já conversamos por aqui algumas vezes sobre isso, e agora que o game teve suas reviews reveladas, pudemos ver que sim, certamente o jogo trouxe novidades, aliás bem mais violento.

Em God of War Ragnarok, tivemos a direção de Eric Williams, designer de games, responsável pelo fator jogabilidade de todos os games principais da franquia de Kratos. Cory Barlog aqui, é produtor e diretor criativo. Isso fez diferença?

De acordo com a grande maioria das análises, isso fez muita diferença, pois trouxe ao jogo muito mais diversificação em jogabilidade, mesmo que ainda tenha os fatores-base que vieram com a reimaginação da franquia em 2018. Mas agora teremos bastante coisa nova introduzida, ajudando para que não fique massivo.

Como também já falamos por aqui, melhorias com escudos foram implementadas, e anteriormente os próprios desenvolvedores haviam revelado que teríamos uma dinâmica melhor para esses itens. Agora há mais escudos para escolha, com diferentes tipos de efeitos para usar na defesa, tanto para você que gosta de aparar golpes, ou usar como bloqueio.

Outro fator confirmado foi a variedade de inimigos que também já havíamos abordado aqui, quando os desenvolvedores falaram sobre isso. Em God of War Ragnarok, temos uma variedade muito maior do que no game anterior, e muito se deve ao fato de que os desenvolvedores ouviram as reclamações de uma parte da comunidade sobre esse assunto no jogo de 2018. A combinação de armas certas, com efeitos certos, podem ajudar muito na hora do combate, pois vários inimigos tem fraqueza a certo tipo de armas ou efeitos específicos.

Parceria

Assim como no God of War de 2018, nesse Kratos também pode contar com a ajuda de Atreus, porém o garoto está agora mais velho, mais experiente e muito mais presente nos confrontos, além também de termos algumas surpresas sobre suas mecânicas neste jogo.

Modificações

Uma grande personalização de equipamentos está presente aqui. Para dar mais a sua cara na hora do combate, elementos mais profundos foram introduzidos, nas armas, adereços, Fúria Espartana. Podemos distribuir os atributos, conforme queremos que nossa jogabilidade, se molde aos nossos gostos, como investir mais em força para danos maiores em combate físico, ou investir em rúnico, para melhorar nossos poderes e danos elementais.

Outro fator de melhoria são as árvores de habilidade, que podem ser utilizadas para melhorar nosso desempenho em batalhas, como aumentar o poder de nossos combos. Usar o XP sabiamente, pode ser uma grande diferença para golpes mais efetivos.

A beleza da arte de Ragnarok

Não é um grande mistério de que este jogo teria muitos elogios sobre a direção de arte. Cenários lindos já haviam sido mostrados, e estão impecáveis. Vanaheim (reino dos Deuses Vanir) tem mecânica de mudar o dia para noite, que muda completamente o visual do ambiente. Com adição do Fimbulwinter (o inverno de 3 anos que engatilha o Ragnarok) muitos cenários ficam diferentes, até mesmo aqueles que já tínhamos visto no jogo anterior.

O reino dos Svartalheimtem uma beleza única também, com a personalidade dos Anões, em cada cantinho da terra deles. A trilha feita pelo compositor Bear McCreary, embala todo o esplendor desse incrível universo presente no jogo.

Explore

Como um jogo mais vertical do que seu antecessor, God of War Ragnarok terá sua exploração com mais subidas e descidas, e como vimos no material promocional divulgado, usaremos as Lâminas do Caos como ganchos para ajudar na locomoção, como mover empecilhos do lugar e até mesmo subir em locais.

Locais maiores também estarão presentes, como em 2018, nesse também teremos como atravessas ambientes a barco, e a novidade agora é também podermos utilizar o trenó com lobos, além disso, os portais de viagem rápida, voltaram, e claro o Templo de Tyr, para acessarmos os 9 reinos com a Bifrost. Os reinos vão contar áreas grandes, com muitas missões secundárias, e trabalhos mais simples. Assim como também no game de 2018, para acessar algumas áreas, teremos que resolver puzzles.

Como está rodando no PS4 e PS5?

Um dúvida para aqueles que possuem ainda a geração anterior do Playstation, é se God of War Ragnarok funciona bem no Playstation 4. A resposta de acordo com as análises, é que sim, porém é claro com o sacrifício de algumas coisas, como detalhes muito minuciosos nos gráficos e resolução (coisas já esperadas). Em alguns aparelhos foi relatado um som mais alto sendo emitido do console, por conta do cooler, já que o jogo é pesado.

Confira a baixo os modos suportados em cada aparelho:

PS4 Pro:

  • Modo desempenho: Resolução dinâmica de 1080p a 1656p e 30fps desbloqueados.
  • Modo resolução: Resolução dinâmica de 1080p a 1656p e 30fps.

O PS4 Padrão vai rodar em um único modo à 1080p a 30fps.

PS5:

  • Modo Desempenho: Resolução dinâmica de 1440p a 4K, taxa de quadros mira em 60 fps
  • Modo Desempenho + VRR + HFR : 1440p, taxa de quadros em 60 fps desbloqueados
  • Modo Resolução: 4K nativo, taxa de quadros mira em a 30 fps
  • PS5 Modo Resolução + HFR: Resolução dinâmica de 1800p a 4K, taxa de quadros mira em 40 fps
  • PS5 Resolução + HFR + VRR: Resolução dinâmica de 1800p a 4K, taxa de quadros em 40 fps desbloqueados

Notas

No momento deste artigo, as notas estão indo muito bem, no site Metacritc, atualmente está com 116 notas de críticos e com média de 94 no Playstation 5, e por enquanto sem notas para o console anterior.

God of War Ragnarok será lançado no dia 9 de novembro de 2022, para Playstation 4/5.

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